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Poema sem encomenda

Uma homenagem em versos

Poema sem encomenda

 
Pudera
Ser eu relicário vazio
E seriam cem anos
Palavra em louvor
Quisera
Ser tu uma mão sempre posta
E serias altar
Do sentir mais divino
Sou carne és carne
Anseios e mundos
Por isso
Não louvo
E tu não te prostras
Sorvemos o dia
Bebemos a noite
Em celebração
Sentimos calamos
Ardemos
E só
 
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