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Canção para um amor natimorto

CANÇÃO PARA UM AMOR NATIMORTO

 

Tenho órbitas ressecadas

Pois andei olhando o sol

Desejei o ardor do abraço,

O beijo total em meu corpo

Um filho solar em meu ventre

 

Ousei um astro, ousei muito

Não pude trazê-lo a mim

Não soube içar-me até lá

Com minhas asas de cera

Possuo só o que já tinha

O meu desejo, esse látego

A inflamar-me em vão

 

Ainda ando olhando o sol

Sua memória escaldante

Tanto de sombra e eclipse

Que cega, fere, incendeia

e faz-se luz dentro de mim

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